Xiaomi MiMo V2.6: a Xiaomi entra de vez na disputa pelos modelos abertos de IA

Com modelos de até 1 trilhão de parâmetros, contexto de 1 milhão de tokens, multimodalidade nativa e treinamento por reforço em larga escala, a Xiaomi mostra que sua ambição em inteligência artificial vai muito além de celulares, carros e dispositivos inteligentes.
Quando pensamos na Xiaomi, a primeira associação normalmente é com smartphones, dispositivos IoT ou, mais recentemente, veículos elétricos. Mas a empresa chinesa vem construindo silenciosamente uma operação bastante mais ambiciosa na área de inteligência artificial.
Em setembro de 2026, essa estratégia ganhou um novo capítulo com o lançamento da família Xiaomi MiMo V2.6, composta principalmente pelos modelos MiMo-V2.6-Pro e MiMo-V2.6-Flash, além da variante de inferência acelerada MiMo-V2.6-Pro-UltraSpeed.
A novidade não chama atenção apenas pelo tamanho dos modelos. A Xiaomi combinou arquitetura Mixture of Experts, contexto extremamente longo, entrada multimodal e treinamento por Reinforcement Learning em larga escala. E, talvez mais importante para a comunidade, publicou pesos, relatório técnico e parte importante da infraestrutura utilizada nos experimentos.
Um modelo de mais de 1 trilhão de parâmetros
O principal modelo da família é o MiMo-V2.6-Pro. Ele utiliza uma arquitetura Sparse Mixture of Experts : MoE, com aproximadamente 1,02 trilhão de parâmetros totais, mas apenas cerca de 42 bilhões de parâmetros ativados durante o processamento de cada token.
Essa diferença é importante.
Em um Transformer tradicional, praticamente todos os parâmetros participam de cada inferência. Em um modelo MoE, diferentes especialistas são selecionados dependendo do conteúdo processado. Isso permite aumentar consideravelmente a capacidade total do modelo sem aumentar proporcionalmente o custo computacional de cada token.
O MiMo-V2.6-Pro suporta ainda uma janela de contexto de 1 milhão de tokens e recebe nativamente texto, imagens, vídeo e áudio. Seu encoder visual possui 681 milhões de parâmetros, enquanto a arquitetura de áudio combina um AudioTokenizer de 308 milhões de parâmetros com outro encoder de 127 milhões.
Há também o MiMo-V2.6-Flash, pensado para reduzir o custo de inferência. Ele possui aproximadamente 309 bilhões de parâmetros totais e 15 bilhões ativos, mantendo a mesma janela de contexto de 1 milhão de tokens e as mesmas quatro modalidades de entrada. Ou seja: Flash não significa exatamente um modelo pequeno. Ele continua sendo gigantesco, apenas utiliza uma arquitetura mais econômica.
Um milhão de tokens muda bastante o jogo
A janela de contexto de 1 milhão de tokens talvez seja uma das características mais interessantes para aplicações reais. Em vez de trabalhar somente com algumas páginas de informação, um agente pode manter grandes quantidades de código, documentação, histórico de execução, resultados de ferramentas e outros dados dentro da mesma sessão.
Para engenharia de software, por exemplo, isso permite que um agente analise repositórios muito maiores sem depender exclusivamente de mecanismos externos de RAG para recuperar pequenos trechos a cada interação.
Em aplicações empresariais, o mesmo conceito pode ser usado para trabalhar com documentação extensa, especificações técnicas, contratos, histórico de sistemas, logs ou grandes conjuntos de informações. Isso aproxima cada vez mais o LLM de uma espécie de motor de raciocínio para agentes, e não simplesmente de um chatbot.
A parte mais interessante talvez tenha sido o treinamento
O lançamento também chamou atenção pela forma como a Xiaomi realizou parte do treinamento de Reinforcement Learning. Segundo a empresa, aproximadamente seis dias do processo de RL foram apresentados publicamente, mostrando a evolução do treinamento. Pro e Flash completaram 30 etapas de RL cada, acumulando aproximadamente 750 mil trajetórias.
A Xiaomi informa custos aproximados de US$ 850 mil para o Flash e US$ 2,62 milhões para o Pro nessa etapa, com melhorias significativas nos resultados das tarefas utilizadas durante o treinamento. Esse experimento faz parte de uma estratégia que a empresa chama de busca por Recursive Self-Improvement, ou melhoria recursiva.
A ideia fundamental é interessante: em vez de depender exclusivamente de enormes quantidades de novos dados produzidos por humanos, o modelo executa tarefas, recebe feedback, compara diferentes estratégias e utiliza os resultados para aperfeiçoar o próprio comportamento.
Não significa que o modelo simplesmente “aprenda sozinho” indefinidamente. Existe toda uma infraestrutura envolvendo ambientes controlados, funções de recompensa, verificadores e mecanismos para evitar problemas como reward hacking.
Mas mostra claramente uma mudança na indústria: depois da corrida para aumentar os dados de pré-treinamento, estamos entrando na corrida para aumentar a quantidade e a qualidade da experiência computacional gerada durante o pós-treinamento.
Código, agentes, interfaces gráficas e até robótica
A Xiaomi está posicionando o MiMo V2.6 principalmente como um modelo voltado a tarefas agentivas. Isso inclui desenvolvimento de software, utilização de ferramentas, navegação por interfaces gráficas, automação de aplicações e resolução de tarefas longas envolvendo múltiplas etapas.
A empresa demonstrou, por exemplo, o modelo trabalhando com criação de ambientes 3D no Blender, geração de aplicações, construção de interfaces, criação de vídeos e até controle de um braço robótico Franka Panda utilizando feedback visual. Há também experimentos voltados para pesquisa científica. Em um deles, o MiMo-V2.6-Pro foi utilizado como auxiliar na pesquisa de materiais; em outro, participou da formalização matemática no Lean 4, resultando em milhares de linhas de código verificadas pelo próprio kernel do Lean.
Esses exemplos não significam que um LLM esteja substituindo pesquisadores ou engenheiros. O ponto mais interessante é outro: os modelos estão deixando de ser apenas sistemas que geram respostas para se tornar sistemas capazes de observar um ambiente, executar ações, verificar resultados e tentar novamente. Essa talvez seja a transformação mais importante ocorrendo atualmente no campo da IA generativa.
E os benchmarks?
O MiMo-V2.6-Pro alcançou 46 pontos no Artificial Analysis Intelligence Index, ficando, naquele momento, como o modelo de pesos abertos com maior resultado nessa avaliação. A medição independente também colocou o modelo à frente de outros modelos open-weight presentes no ranking. Esse resultado é relevante, mas precisa ser interpretado corretamente.
Não existe um único benchmark capaz de determinar qual é “o melhor modelo de inteligência artificial”. Desempenho varia bastante dependendo da tarefa, do framework agentivo, das ferramentas disponíveis, da quantidade de contexto, do método de avaliação e até da configuração de inferência.
A própria Xiaomi mostra benchmarks em que o MiMo lidera e outros em que modelos concorrentes permanecem superiores. Portanto, é mais preciso dizer que o MiMo-V2.6-Pro entrou no grupo dos modelos abertos de maior desempenho disponíveis atualmente, em vez de simplesmente declarar que ele é melhor em qualquer situação.
O preço também é parte da estratégia
Outra área onde a Xiaomi decidiu competir agressivamente é preço de API. Para usuários internacionais, a documentação oficial apresenta o MiMo-V2.6-Pro por US$ 0,435 por milhão de tokens de entrada sem cache e US$ 0,87 por milhão de tokens de saída.
No MiMo-V2.6-Flash, os valores caem para aproximadamente US$ 0,14 na entrada e US$ 0,28 na saída. A modalidade Batch API custa metade do preço da inferência em tempo real. A Xiaomi afirma que, considerando modelos com níveis semelhantes de desempenho, o custo do Pro pode chegar a ser dezenas de vezes menor que determinadas alternativas proprietárias. Essa comparação é uma afirmação da própria fabricante e depende naturalmente do modelo, benchmark e workload considerados.
Existe ainda o MiMo-V2.6-Pro-UltraSpeed, serviço que pretende entregar as capacidades do Pro com velocidade de geração até 20 vezes maior, destinado a aplicações nas quais latência é crítica.
Open source ou apenas open-weight?
Aqui existe outro detalhe interessante. Muitos modelos atualmente chamados de “open source” disponibilizam somente seus pesos. O restante do processo que levou até aqueles pesos continua fechado. No caso do MiMo V2.6, a Xiaomi foi consideravelmente além.
Os model cards estão publicados sob licença MIT, e a empresa disponibilizou os pesos do Pro e Flash, relatório técnico, um modelo destilado de 9 bilhões de parâmetros e recursos ligados ao treinamento por Reinforcement Learning.
Segundo a Xiaomi, foram disponibilizados mais de 7 mil ambientes de tarefas para RL, além de componentes para coleta de trajetórias, avaliação de recompensas, otimização das políticas e construção de agent harnesses.
Isso transforma o projeto em algo particularmente interessante para universidades, pesquisadores e empresas que estudam agentes inteligentes e treinamento por reforço.
Dá para executar localmente?
Tecnicamente, sim. O próprio repositório no Hugging Face já mostra utilização com Transformers, vLLM e SGLang, além de indicar a existência de quantizações para ecossistemas como llama.cpp, Ollama e LM Studio.
Mas precisamos colocar “local” em perspectiva. Estamos falando de um modelo Pro com 1,02 trilhão de parâmetros. Mesmo utilizando quantização agressiva, armazenar todos esses pesos exige uma quantidade enorme de memória. O fato de apenas 42 bilhões de parâmetros serem ativados em determinado token reduz principalmente o custo de computação; não significa automaticamente que seja necessário armazenar somente esses 42 bilhões.
Portanto, o Pro é muito mais adequado para servidores com grandes quantidades de GPU ou infraestrutura distribuída. O Flash, com 309 bilhões de parâmetros, é substancialmente menor, mas também continua muito além da categoria de modelos que normalmente colocamos em uma única GPU doméstica.
Para experimentação local, o MiMo-V2.6-Distill-Qwen-9B provavelmente será muito mais interessante, principalmente para pesquisadores interessados em estudar os métodos de Reinforcement Learning publicados junto com o projeto.
O que o MiMo V2.6 realmente representa
Talvez a parte mais importante desse lançamento não seja descobrir se o MiMo ganhou ou perdeu determinado benchmark. O que chama atenção é observar quem está construindo esses modelos. Até poucos anos atrás, a fronteira dos grandes modelos estava praticamente concentrada em empresas especializadas em inteligência artificial e alguns gigantes de nuvem.
Agora uma empresa conhecida mundialmente por fabricar celulares, televisores, eletrodomésticos, dispositivos IoT e veículos elétricos está apresentando um modelo de mais de um trilhão de parâmetros, multimodal, orientado a agentes e disponibilizando boa parte da tecnologia para a comunidade.
Isso também revela uma tendência maior. A próxima disputa talvez não seja simplesmente por quem possui o chatbot que responde melhor.
A verdadeira competição está migrando para modelos capazes de raciocinar por longos períodos, operar ferramentas, controlar computadores, programar, enxergar, ouvir, interagir com ambientes físicos e executar tarefas inteiras com pouca intervenção humana.
Nesse cenário, o MiMo V2.6 coloca a Xiaomi definitivamente entre as empresas que precisam ser acompanhadas de perto na evolução da inteligência artificial.
E talvez seja justamente essa a principal mensagem do lançamento: na atual corrida da IA, novos protagonistas continuam surgindo — e a próxima grande inovação pode não vir de onde estamos acostumados a procurar.
Episodio 76 de KDE Express: Parpadeo de brillo con sincronización adaptativa VRR
Tras otro parón nada habitual de un mes me congratula presentaros el episodio 76 de KDE Express, titulado «Parpadeo de brillo con sincronización adaptativa VRR» donde David Marzal no obsequia con su experiencia con un problema que tenía con uno de sus dispositivos y cuya solución radicaba en el software libre.
Episodio 76 de KDE Express: Parpadeo de brillo con sincronización adaptativa VRR
Comenté hace ya bastante tiempo que había nacido KDE Express, un audio con noticias y la actualidad de la Comunidad KDE y del Software Libre con un formato breve (menos de 30 minutos) que complementan los que ya generaba la Comunidad de KDE España, aunque ahora estamos tomándonos un tiempo de respiro por diversos motivos, con sus ya veteranos Vídeo-Podcast que todavía podéis encontrar en Archive.org, Youtube, Ivoox, Spotify y Apple Podcast.

De esta forma, a lo largo de estos 76 episodios, promovidos principalmente por David Marzal, nos han contado un poco de todo: noticias, proyectos, eventos, etc., convirtiéndose (al menos para mi) uno de los podcast favoritos que me suelo encontrar en mi reproductor audio.
En este caso nos obsequia con una experiencia personal, una prueba de que en el Software Libre hay solución para todo y, si no lo hay, solo es cuestión de tiempo llegar a ella si eres proactivo.
En palabras de David:
Episodio de opinión donde os cuento mi experiencia con el VRR, HDR y el brillo adaptativo en Plasma. Un Bugs y sus apaños inesperado. Por lo menos desde junio de 2025 como mencione en el episodio 47 he estado con un brillo raro que ha resultado ser el bug 477016 y yo sin buscarlo.
Os enseño como arreglarlo y os pido feedback sobre si os pasa o que tenéis vosotros por defecto si tenéis un monitor que soporta el VRR.
Mi configuración es: AMD RX 580 con el puerto Display Port en uso. HDR activado (no estoy seguro si el HDR afecta). Reproductor mpv (aunque esta claro que no es culpa de mpv).
Por cierto, también podéis encontrarlos en Telegram: https://t.me/KDEexpress
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Episodio 76 de KDE Express: Parpadeo de brillo con sincronización adaptativa VRR
Tras otro parón nada habitual de un mes me congratula presentaros el episodio 76 de KDE Express, titulado «Parpadeo de brillo con sincronización adaptativa VRR» donde David Marzal no obsequia con su experiencia con un problema que tenía con uno de sus dispositivos y cuya solución radicaba en el software libre. Episodio 76 de KDE… Leer más: Episodio 76 de KDE Express: Parpadeo de brillo con sincronización adaptativa VRR -
Dia de la Llibertat del Programari 2026
Celebración organizada por Caliu del Dia de la Llibertat del Programari 2026 en Barcelona el próximo 19 de septiembre que se enmarca dentro del Software Freedom Day. -
Episodio 75 de KDE Express: Temporada 6 + AkademyES + KDE Gear 26.08 #akamdemyes
Tras otro parón nada habitual de un mes me congratula presentaros el episodio 75 de KDE Express, titulado «Temporada 6 + AkademyES + KDE Gear 26.08» donde David Marzal no obsequia con el repaso de las últimas noticias del mundo KDE y del Software Libre en general, con especial dedicación el próximo gran evento de… Leer más: Episodio 75 de KDE Express: Temporada 6 + AkademyES + KDE Gear 26.08 #akamdemyes -
Trigesimoquintoaudio de Podcast Linux – «Formatos Libres» (Podcast Linux #35)
Trigesimoquintoaudio de Podcast Linux – «Formatos Libres» (Podcast Linux #35) -
Abierto el registro a Akademy-es 2026 de Madrid #akademyes
El próximo encuentro de la Comunidad española de KDE se celebrará en Madrid del 23 al 25 de octubre en una edición muy especial porque la celebraremos en un entorno muy comunitario: en el Camping Arco Iris (Villaviciosa de Odón). Estamos todavía a unos meses y es el momento de comentar que ya está abierto… Leer más: Abierto el registro a Akademy-es 2026 de Madrid #akademyes -
Presenta tu charla a Akademy-es 2026 de Madrid #akademyes
El próximo encuentro de la Comunidad española de KDE se celebrará en Madrid del 23 al 25 de octubre en una edición muy especial porque la celebraremos en un entorno muy comunitario: en el Camping Arco Iris (Villaviciosa de Odón). Estamos todavía a unos meses y es el momento de comentar que ya está abierto… Leer más: Presenta tu charla a Akademy-es 2026 de Madrid #akademyes
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Building Flatpaks Locally, Part 2
Some of you mentioned the flatpak-builder approach is way too complicated. Indeed it is.
All you need to do with the developer sysext on GNOME OS is to:
foundry init && foundry build
Been building projects left and right today and it's rad.
¿Windows o Linux? El dilema de la soberanía digital en las aulas de Madrid – Episodio 6 del Podcast «La era de las distros»
Hace un tiempo que os vine a recomendar el podcast «La era de las distros» un proyecto del gran Lorenzo Carbonell que junto a los protagonistas correspondientes repasa lo que fue la punta de lanza del desembarco de Software Libre en España: las distribuciones educativas autonómicas. Tras promocionar el primer bloque dedicado a LinEx, es hora de seguir la promoción con Max, la distribución de Madrid que continua viva y dandoo guerra. Bienvenidos al Episodio 6 del Podcast «La era de las distros», que lleva por título «¿Windows o Linux? El dilema de la soberanía digital en las aulas de Madrid» donde nos relatan como se desarrolló esta distribución en la capital de España de la mano de Jose Quirino Vargas Ibáñez, Ismail Ali, Jesús González-Barahona y Lorenzo Carbonell.
¿Windows o Linux? El dilema de la soberanía digital en las aulas de Madrid – Episodio 6 del Podcast «La era de las distros»
Como sabréis los que me siguen, he sido docente de secundaria en la Comunidad Valenciana desde el 2000, así que viví los años de la irrupción informática en las aulas en primera persona: los primeros ordenadores en las salas de profesores, las primera aplicaciones para la gestión de los colegios, los tímidos intentos de acercar las TIC al alumnado, las primeras escaramuzas para controlar los móviles en las aulas, etc.
En ese panorama, algunas comunidades autónomas del estado español decidieron que era el momento de dar una oportunidad al Software Libre, tanto por razones económicas como por tener la soberanía digital que tanta importancia está adquiriendo ultimamente.

Contar la historia de estas iniciativas es el propósito del Podcast de «La era de las distros» que en este sexto episodio vemos el inicio de otra de las grandes, una distribución que sigue en activo y que ha marcado otro hito en el mundo de la soberanía digital: MAX de EducaMadrid.

A principios de la década de los 2000, España se convirtió, casi sin darse cuenta, en el mayor laboratorio de software libre del mundo. Mientras el planeta miraba hacia Silicon Valley, en regiones como Extremadura, Andalucía y Madrid se estaba fraguando una batalla épica por la soberanía digital. No se trataba solo de ahorrar costes en licencias; era una cuestión de ética, de pedagogía y de independencia tecnológica.
Hoy, con la perspectiva que nos dan más de dos décadas de evolución digital, miramos atrás para entender qué significó la era de las distribuciones autonómicas y por qué el caso de MAX en la Comunidad de Madrid marcó un punto de inflexión en la gestión de la tecnología pública.
Los participantes del podcast son:
- Jose Quirino Vargas Ibáñez. Durante esos años fue Jefe del Área TIC. Dirección General de Infraestructuras. Consejería de Educación de la Comunidad de Madrid.
- Ismail Ali. En aquellos años fue Asesor Técnico Docente del Área TIC de la Consejeria de Educación de la Comunidad de Madrid. Coordinador del Grupo de Desarrollo MAX
- Jesús González-Barahona. Catedrático del área de Ingeniería Telemática en la Universidad Rey Juan Carlos (Móstoles, Madrid).
- Lorenzo Carbonell
Con este episodio empezamos el ciclo de audios dedicados a Max, la distribución autonómica, la que rompió el hielo y que facilitó el camino a las que iban llegando.
Os puedo asegurar que vale la pena escucharlo para que no caiga en el olvido el increíble trabajo que realizaron las personas involucradas en el proyecto y para aprender a gestionar el futuro, aprendiendo de las cosas que no se pudieron hacer bien en el pasado.
Puedes escuchar el podcast en cualquiera de las siguientes plataformas:
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¿Windows o Linux? El dilema de la soberanía digital en las aulas de Madrid – Episodio 6 del Podcast «La era de las distros»
Bienvenidos al Episodio 6 del Podcast «La era de las distros», que lleva por título «¿Windows o Linux? El dilema de la soberanía digital en las aulas de Madrid» donde nos relatan como se desarrolló esta distribución en la capital de España de la mano de Jose Quirino Vargas Ibáñez, Ismail Ali, Jesús González-Barahona y Lorenzo Carbonell. -
Disponible MAX 6.0.1
Un comunicado escueto nos anuncia que ya tenemos disponible MAX 6.0.1, la primera actualización de la distribución autonómica de Madrid que hace poco dio el salto a la versión 6.0…. Leer más: Disponible MAX 6.0.1 -
Reunión de puertas abiertas del Grupo MAX
El Grupo Max, formado por los desarrolladores y suaurios de la distribución de la comunidad de Madrid ha decidido organizar una reunión de puertas abiertas, a la que todos estamos invitados.
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Tiny Wins for Packagers: End-of-Week Update (2026-09-18)
AkademyES 2026. La reunión más social de #KDE España y simpatizantes del software libre
En este 2026 KDE cumple 30 años y KDE España cumple 20. Y quiere celebrarlo de la manera más comunitaria y diferente. Este octubre de 2027 reserva unos días para compartir y debatir

La gran comunidad de KDE celebra este año 2026 los 30 años de existencia, en el que el proyecto ha creado una gran comunidad mundial que engloba personas en todos los continentes.
Y este mismo 2026, la comunidad local de KDE España celebra también su 20 aniversario, aunando a personas que utilizan software desarrollado por KDE, o que son afines al software libre en todo el estado español.
Para celebrar este doble aniversario redondo, desde KDE España están organizando una AkademyEs especial. Más social, que trata de ser un punto de encuentro de las personas que forman KDE España, las que utilizan software de KDE o que son afines a los ideales de cooperación y software libre que está en la base de la comunidad de KDE.
Esa cita especial de KDE España será el AkademyEs que se celebrará los días 23 al 25 de octubre de 2026 en un espacio único, un camping en la sierra de Madrid para hacer un evento distinto y especial.
La cita será en el camping Arco Iris en la sierra madrileña y tienes toda la información de opciones de reserva y de plazos en este enlace:
Las fechas de reservas y alojamientos van llegando a su fin, por tanto si tienes pensado acudir, o si estás indeciso, no lo dudes más, reserva las fechas y prepárate para conocer a la comunidad de KDE España y simpatizantes que se vayan a reunir en esta AkademyEs.
Por cuestiones organizativas el registro es obligatorio si vas a asistir. Así que no lo dudes más y repite la experiencia de acudir a un AkademyEs que promete ser especial o haz que esta cita especial sea tu primer AkademyEs. Pincha sobre este enlace para inscribirte:
Pero si quieres dar un paso más y además de testigo de esta AkademyEs ser protagonista, también puedes plantear tu charla o actividad en estos días de reunión. Las fechas están cerradas, pero si quieres participar, lo mejor es escribir un correo y ver qué responden.
La organización (dentro de lo posible) tratará de ser flexible y atenderá tu propuesta para incluirla en el AkademyEs si puede ser. El mejor día para enviar tu charla fue ayer, el segundo mejor día, ahora mismo!!
Echa un vistazo ya a este enlace y no te demores más:
Este es el momento de ser partícipe de KDE, la comunidad que hace posible que puedas utilizar software libre de calidad en tus equipos informáticos. KDE España está ahí desde hace 20 años divulgando y dando a conocer alternativas comunitarias que nada tienen que envidiar a las opciones privativas y comerciales que restringen tu libertad de y rastrean tu uso.
KDE y KDE España empezó con un pequeño paso ilusionador, quien iba a pensar que aquellos pioneros de hace 30 o 20 años iban a crear lo que es hoy en día. Y lo que se ha construido ha sido gracias a la comunidad.
Tú, que eres parte de KDE. Tú que utilizas software de KDE. Que divulgas sus beneficios. Tú que lo disfrutas. Tú haces KDE.
Cuaderno de notas Markdown de KDE, Marknote
En ocasiones el nacimiento de una aplicación se hace tan viral en mi mundo que no veo necesario que se publique en el blog o, me pilla en época de muchas noticias y se queda desfasada su presentación una semana más tarde. Después pasa el tiempo y cuando quiero dedicar un artículo sobre ella me doy cuenta que no ha sido presentada en él, así que me toca enmendar la plana. Esto le ha ocurrido a Marknote, el cuaderno de notas Markdown de KDE que apareció hace un tiempo y que no tiene su entrada particular en el blog. Hoy resuelvo este error.
Cuaderno de notas Markdown de KDE, Marknote
A lo largo del día solemos tener que anotar muchas cosas: lista de compras, tareas, trucos, recetas, procesos para realizar cualquier tarea, etc. Para ello han aparecido muchas aplicaciones que te permiten gestionarlas: Obsidian, Joplin, Logseq, Standard Notes o Trillium, por nombrar unos cuantos.
No obstante, como bien sabemos, la Comunidad KDE suele caracterizarse por tener una aplicación para cada necesidad y, por tanto, hace un tiempo presentó su propuesta: Marknote, un cuaderno de notas que utiliza Markdown para tener nuestra vida más o menos organizada.
Según los desarrolladores de KDE:
Marknote le permite crear notas de texto enriquecido y organizarlas fácilmente en cuadernos. Puede personalizar los cuadernos eligiendo un icono y un color de acento para cada uno, lo que facilita distinguirlos y mantener las notas al alcance de la mano. Las notas se guardan como archivos Markdown en la carpeta Documentos, lo que facilita su uso fuera de Marknote así como dentro de la aplicación.

Sus características más importantes son las siguientes:
-
Notas locales en Markdown: guarda las notas como archivos
.mdeditables y accesibles desde otras aplicaciones, con posibilidad de elegir la carpeta de almacenamiento. - Organización flexible: permite clasificar las notas en cuadernos y subcarpetas.
- Editor visual y Markdown: ofrece edición de texto enriquecido —negrita, cursiva, subrayado, tachado, encabezados, listas de tareas y tablas—, además de un modo fuente para editar el Markdown directamente.
- Enlaces internos tipo wiki: permite enlazar notas, incluso entre distintos cuadernos, para crear una red de contenidos relacionados.
- Integración con Plasma: incluye un complemento para KRunner que permite buscar y abrir notas directamente desde el lanzador del escritorio.
- Herramientas prácticas: incorpora modo de enfoque sin distracciones, inserción o arrastre de imágenes, bocetos rápidos, deshacer/rehacer e importación desde KNotes y maildir.
Más información: Marknote KDE
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Спящий режим в openSUSE
На протяжении месяцев меня преследовал странный баг на моём основном компьютере: иногда система не могла корректно выйти из режима сна и входила в такой состояние, что мне приходилось выключать её кнопкой на блоке питания. При этом, данная ситуация возникала не всегда и как будто случайно — примерно в половине случаев пробуждение ото сна происходило корректно. У меня вполне обычная конфигурация на Intel Core 9-го поколения со встроенной графикой (т.е. Nvidia у меня и близко нет) и двумя ОС на борту: openSUSE Leap и Fedora. Мне удалось выяснить, что дело, скорее всего, было не в железе, так как в Fedora данный баг не проявлялся никогда. Значит, что-то не так было именно в Leap. Анализ логов journalctl ничего не выявил, и я решил заняться диагностикой методом проб и ошибок. Первый подозреваемый — ядро, а точнее набор патчей к нему от openSUSE. Я скачал ванильное ядро и собрал его по старинке через make all, установил и загрузился в него. Проблема не ушла. Ну, и чтобы вы понимали — каждый этап такой диагностики требует пары-тройки дней наблюдений за тем, как себя ведёт спящий режим, иначе можно ничего и не заметить.
Короче говоря, после многих дней размышлений, гугления и изучения профильных тем на Reddit и openSUSE Forums, я почти случайно обнаружил виновника моих бед. Это оказалась системная служба power-profiles-daemon, которая управляет профилями энергопотребления и позволяет переключать их, в том числе, в панели Plasma. Я решил отключить её и на всякий случай задействовать вместо неё tuned. Службы, кстати, между собой конфликтуют, поэтому в один момент времени может выполняться только одна из них. Не то чтобы они особо полезны на десктопе, но я решил всё же оставить tuned включённым. В итоге, нужный набор команд получился таким:
sudo systemctl disable power-profiles-daemon --now
sudo systemctl mask power-profiles-daemon.service
sudo systemctl enable tuned --now
Всё, после этого проблема ушла. У меня сейчас уже несколько дней аптайма и как минимум дюжина циклов сон-пробуждение, без каких-либо зависаний в openSUSE Leap. Если у вас была подобная проблема, попробуйте мой способ решения!
El clásico reloj de HTC en tu escritorio, Flip Clock – Plasmoides para Plasma 6 (40)
Ya llevo mucho tiempo promocionando plasmoides para Plasma 6 y, al parecer, es un tema inagotable. De hecho, el número de ellos presentados en la KDE Store no para de aumentar, así que esta sección tiene cuerda para rato. En esta ocasión sigo con el clásico reloj de HTC que puedes tener en tu escritorio gracias a Flip Clock, con el que llegamos al widget número 40 de la serie.
El clásico reloj de HTC en tu escritorio, Flip Clock – Plasmoides para Plasma 6 (40)
Como he comentado en otras ocasiones, de plasmoides tenemos de todo tipo funcionales, de configuración, de comportamiento, de decoración o, como no podía ser de otra forma, de información sobre nuestro sistema como puede ser el uso de disco duro, o de memoria RAM, la temperatura o la carga de uso de nuestras CPUs.
Así que espero que le deis la bienvenida a Flip Clock, una creación de pruefsumme que nos proporciona el clásico reloj de con efecto de “flip” (tarjetas que giran) para KDE Plasma 6, inspirado en los relojes mecánicos clásicos y en el estilo de HTC Sense de principios del siglo XXI.
Para los que no lo conozcan, Flip Clock muestra la hora actual en dos tarjetas animadas de solapa: una para las horas y otra para los minutos. Las tarjetas realizan un giro físico en dos fases en cada cambio de minuto y de hora.

Entre sus opciones de este widget nos encontramos:
- Fecha
- Tiras de texto personalizables
- Formato de 12/24 horas,
- Ceros iniciales
- Zona horaria
- Animación
- Configuración del tiempo, para que puedas adaptarlo a tu escritorio
Una cosa que me ha gustado es que el tiempo es opcional y que usa los proveedores de tiempo instalados en Plasma para obtener ubicación, condición, temperatura y rango, con iconos ilustrados originales para cada condición meteorológica.

Para finalizar comentar que sus requisitos básicos son que la versión de escritorio KDE Plasma 6.7 o superior. y que está diseñado para ser utilizado como widget de escritorio, no para una barra panel.
Y como siempre digo, si os gusta el plasmoide podéis «pagarlo» de muchas formas en la página de KDE Store, que estoy seguro que el desarrollador lo agradecerá: puntúale positivamente, hazle un comentario en la página o realiza una donación. Ayudar al desarrollo del Software Libre también se hace simplemente dando las gracias, ayuda mucho más de lo que os podéis imaginar, recordad la campaña I love Free Software Day de la Free Software Foundation donde se nos recordaba esta forma tan sencilla de colaborar con el gran proyecto del Software Libre y que en el blog dedicamos un artículo.
Más información: KDE Store
¿Qué son los plasmoides?
Para los no iniciados en el blog, quizás la palabra plasmoide le suene un poco rara pero no es mas que el nombre que reciben los widgets para el escritorio Plasma de KDE.
En otras palabras, los plasmoides no son más que pequeñas aplicaciones que puestas sobre el escritorio o sobre una de las barras de tareas del mismo aumentan las funcionalidades del mismo o simplemente lo decoran.
Aquí bajo os muestro los últimos publicados en el blog.
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El clásico reloj de HTC en tu escritorio, Flip Clock – Plasmoides para Plasma 6 (40)
En esta ocasión sigo con el clásico reloj de HTC que puedes tener en tu escritorio gracias a Flip Clock, con el que llegamos al widget número 40 de la serie. -
Reloj vertical para tu escritorio con Vertical Clock – Plasmoides para Plasma 6 (39)
Os presento un Reloj vertical para tu escritorio con el que llegamos al widget número 39 de la serie. -
Reloj inverso para tu escritorio (respecto al hemisferio norte, al menos) con Girosur – Plasmoides para Plasma 6 (38)
os presento Girosur, un reloj inverso para tu escritorio (respecto al hemisferio norte, al menos) con con el que llegamos al widget número 38 de la serie.
La entrada El clásico reloj de HTC en tu escritorio, Flip Clock – Plasmoides para Plasma 6 (40) se publicó primero en KDE Blog.
Stolen!
Bombarded by the deception and lies of the AI industry I chose to sample boy Amodei for the ironic outrage about Chinese companies stealing their dataset. Thus the tune title.
Usually I barely manage to finish up my weekly beats track on a Sunday night. This week I've somehow had some extra time to sink into polishing an actual full track on the Dirtywave M8. Built around the bassline where I've mimicked the approach used on the Analog 4 of fading in a modulated filter and volume pulse over time using slight different tools (the M8 has 4 LFOs and ability to modulate a modulator).

















